quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os deuses da boémia

Parei de escrever. Não sei o motivo. Quando leio o blogue de terceiros, parece-me fácil manter e dar uma vida constante a este organismo cibernético, mas quando comecei este espaço - por vezes ordinário, por vezes sério - deparei com o imenso trabalho que esta actividade acarreta.
Não, não foi excesso de sexo. Nem excesso de loucura. Tudo muito calmo, por estas bandas, mas sem descanso. Acho que foi mesmo falta de inspiração, caso possamos considerar que é necessário, nos  sentirmos inspirados para escrever este género de texto.
Em tempos procurei colaboração para a dinamização do blogue, uns rejeitaram, outros prometeram que talvez, neste caso faltou-lhes a coragem de recusarem, foram politicamente correctos, mas a culpa é minha, pois são políticos. Se fossem ordinários, se pensassem em sexo, se tornassem animais sexuais, se masturbassem todos dias, talvez ganhassem uma coragem suprema digna dos deuses.

Texto em desenvolvimento constante de acordo com as necessidades dos deuses da boémia.

De John Thursday

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Algodão - A Gramática da Paixão Dramática

"Eu não sei quando te perdi" 
em A Gramática da Paixão Dramática

Simplesmente fantástico este álbum.  Num género semelhante, mas diferente do trabalho anterior, é um excelente regresso.

Esta música em si, dá vontade de dançar..

bem que me tinhas avisado
(ou antes pedido docemente)
tem atenção comigo por favor
tem atenção comigo meu amor
porque eu não sou desses
que fingem
que não vêem
e o meu coração já aguentou
o que podia aguentar
de Carlos Nobre

Oh tanto que eu queria!


Noutro dia cruzei-me com ela. Vinha tão deslumbrante. O cabelo solto, brilhante e cheiroso. O sorriso sempre esplendoroso. Calças justas a salientarem devidamente as suas pequenas, mas apetitosas nádegas. Em pensamentos, em devaneios, a possibilidades foram infinitas. Oh tanto que eu queria!
Dizem que gosta de dançar. Que a sua barriga lisa, se deve à dança. Comigo nunca dançou. Oh tanto que eu queria! Mas talvez, seja melhor ter umas aulas, para não a pisar.
A sua atitude solta simpatia em jorros. Será falsidade? Ou naturalidade? Não aposto em nenhuma, mas apenas: Oh tanto que eu queria!
O principal pensamento é como será a sua nesguinha. Pequenina? Depilada? Ou com um risquinho? Apertadinha? Saborosa? Quente? Oh tanto que eu queria!
Um dia vou descobrir, quando isso acontecer, não contarei a ninguém, mas partilharei a minha felicidade com o mundo. Vou escrever sobre o momento. Vou descrever cada beijo, cada penetração, cada gemido, cada momento de êxtase. Oh tanto que eu queria!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Barba

Querida,
Esta barba vai continuar a crescer, apenas vou desfazê-la quando te apaixonares por mim.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cruzar

Uma noite destas, bem regada de vinho tinto, cruzei-me com ela e apaixonei-me imediatamente, mas como não tenho jeito para estas coisas, pensei é bem melhor esperar por cruzar-me amanhã novamente com ela, mas até hoje não me voltei a cruzar.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Origens são Origens.

Voltando às origens, que nunca se concretizaram deste blogue:

Pedro Passos Coelho é um MotherFuckaaaaaa...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Bukwoski em Chicago Literary Times 1963

Kaye: What do you think of homosexual poets?

Bukowski: Homosexuals are delicate and bad poetry is delicate and Ginsberg turned the tables by making homosexual poetry strong poetry, almost manly poetry; but in the long run, the homo will remain the homo and not the poet.


(...)

Kaye: What influence has alcohol had on your work?

Bukowski: Hmm, I don't think I have written a poem when I was completely sober. But I have written a few good ones or a few bad ones under the hammer of a black hangover when I didn't know whether another drink or a blade would be the best thing.